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TERCEIRA IDADE


Uma alimentação equilibrada pode garantir maior qualidade de vida e longevidade. O PN3I – Programa Nutricional na Terceira Idade permite o acompanhamento nutricional do idoso. O planejamento das necessidades nutricionais nessa fase é um desafio e deve basear-se no peso, no tipo e intensidade da atividade física e nas patologias associadas.

Como posso ajudar?
As dietas são elaboradas de acordo com o atendimento clínico. Cada paciente é examinado individualmente onde são observados aspectos fisiopatológicos, histórico familiar (anamnese), estado nutricional, físico e bioquímico podendo assim ser formulado o diagnóstico e a conduta nutricional. O atendimento ambulatorial em nutrição na terceira idade geralmente visa o controle de peso, aconselhamento e educação nutricional para indivíduos sadios ou enfermos.

A importância da nutrição equilibrada e saudável em idosos
Em decorrência do envelhecimento os idosos apresentam uma perda de interesse pela ingestão adequada de alimentos, especialmente líquidos e fibras. A perda de parte ou de toda dentição dificulta o consumo de alimentos mais fibrosos e calóricos. A atrofia das papilas gustativas faz o idoso apreciar sabores mais intensos (ácido e amargo), mas o sabor doce e o salgado são diminuídos. Todos estes fatores, adicionados à redução do reflexo gastro-cólico e do peristaltísmo ajudam a constipação intestinal e flatulência no idoso. Por isso é tão importante manter o acompanhamento nutricional para garantir uma vida mais longa e saudável.

Recomenda–se de 8 a 10 copos de líquidos ao dia. Idosos precisam ser incentivados ao consumo de sucos naturais, água de côco, gelatina, chá de ervas e água. Outro fator importante é que a síntese de proteínas fica mais lenta e diminuída, por isso é necessário ofertar mais qualidade protéica do que quantidades. Idosos também não devem fazer dietas restritivas e vegetarianas extremas. Em geral, eles apresentam massa magra diminuída e perda de vigor físico e mental. Nesses casos, o nutricionista elabora uma dieta adequada com peixes, peito de frango, carne vermelha magra, leite e seus derivados desnatados.

A maior parte da oferta calórica diária deve vir dos carboidratos (50-60%). Os idosos podem ter alterações da curva glicêmica similar ao diabético, onde, é importante ofertar carboidratos integrais ricos em fibras e alimentos com baixo e moderado índice glicêmico. Deve-se restringir a sacarose e farinhas altamente refinadas, que está associada a causas de constipação intestinal, câncer de cólon e diabete mellitus. É comum também idosos apresentarem flatulência com alguns vegetais como brócolis, pimentão, pepino e couve-flor. Uma dieta rica em fibras ajuda na integridade intestinal e diminuição da flatulência.

Outro fator importante é a elevação da pressão arterial, do colesterol total e LDL (colesterol ruim) e a diminuição do HDL (colesterol bom), principalmente com a redução da atividade física. Normalmente o idoso apresenta uma deficiência de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K). Para isso é necessário evitar as gorduras trans (fast-food, biscoito recheados, sorvetes e comida industrializada congelada).

Mesmo que os idosos estejam mais propensos a ter carência de algumas vitaminas, não é justificável o uso indiscriminado de complexos vitamínicos. É muito importante ter um cuidado especial à vitamina B12, cuja deficiência é muito comum nesta faixa etária. Pessoas acima dos setenta anos têm uma incidência maior de gastrite atrófica, diminuição da acidez gástrica e da produção de fator intrínseco com consequente deficiência da absorção intestinal da vitamina B12. A falta da vitamina pode levar a anemia megaloblástica, neuropatia periférica, com dificuldades de marcha e déficits de cognição.